May 29, 2008

Esferas Azuis em Tlaltelolco

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O pequeno movie registra uma procura pela totalidade expressiva da imagem em ambientes tridimensionais. A ausência de palavras é o mistério a ser imaginado. Quais palavras deveriam flutuar sobre a esfera? Ainda há tempo para encontrar o sentido no repouso do movimento.

A arte, entre a ciência e a filosofia, desafia a ausência de inquietude das épocas decadentes. Difícil tarefa atravessar o vale dos perdidos e dos abandonados na Praça de Tlaltelolco. Nos desplazamos en plazas de toros, de sangre y tristes noticias. Três centenas de jovens fuzilados em plena luz obscura do dia.

The girl of my dreams. É um clichê. Uma banalidade que só arte é capaz de, outra vez, olhar. Olhar o olhar e a boca aberta num sorriso esplendoroso. Unhas cortadas na medida do amor. Olhos abertos passeando pela interminável geografia do corpo.

Essa metade obscura do homem. Assim Octavio Paz observava. Coube à arte a arte de rejeitar o futuro e viver na instantaneidade do agora. Coube à arte defender a palavra maldita: prazer.

Tlaltelolco. Para não esquecer!