June 01, 2009

Finge tão completamente


O poeta diz que o poeta finge tão poeticamente que finge até o fingimento. As imagens do pintor não fingem, nem mentem menos completamente, pois a cor tinge sua dor tão coloridamente que chega a sonhar com uma cor que só ele sente.

Sem os sonhos não posso viver. Sem a poesia, e seus espelhos de ilusões, as máscaras não expressam mais que os rostos na multidão. Quero uma vinte e cinco de março lotada de desejos sem fim e de presentes baratos, toalhas e decorações juninas para os folguedos de um lugar que vivi em sonhos. Aprendi que minha alma é o que a memória guarda dos dias da tua chegada logo pela manhã na casa das Perdizes Ilusões. Eram nas asas da TAM e da GOL que os sonhos e os desejos sobrevoavam as montanhas de ferro e do alto era possível avistar os mares de uma certa Bahia.

Sinto as incertezas do teu silêncio pavão misterioso invadindo o vermelho da ilusão. Metafóricas e diretas palavras de cores e tingimentos naquelas lembranças da vinte e cinco de março em pleno setembro de primaveras em flor.